A Reserva

Encravada entre a província portuguesa de Trás-os-Montes e a província espanhola de Zamora [Castilla y León], a região da Braganzónia [Braganza+Amazónia] é considerada, como sempre foi pelo Poder [monárquico ou republicano] de Lisboa, uma autêntica Reserva de Índios, reconhecida por qualquer viajante esclarecido como das mais atrasadas da Europa.

Atrasada, abandonada, desprezada, quase renegada e indesejada!

E não poucas vezes espoliada do pouco que já lhe resta para além da genica, do orgulho e da dignidade dos que nela vão sendo ignorados!

Para os Senhores do Poder, a Braganzónia foi sempre um empecilho que apenas dá despesa, poucos impostos e quase nenhuns votos!

Que os interessou apenas enquanto foi preciso recrutar mancebos fortalhudos, habituados à fome e à porrada, para mandar às guerras de África!

A reserva abrange actualmente 106 tribos, agrupadas em 49 zonas de caça dispersas por uma área de 1.173 quilómetros quadrados.

Eram 34.752 os índios que ocupavam esta vasta área em 2001 [trinta por quilómetro quadrado].

Algumas dessas tribos, as da metade Norte da reserva, desde a fronteira espanhola até aos velhos trilhos que ligam Braganza [a tribo maior] à zona Leste de Vinhais [reserva irmã da Braganzónia] e à zona Oeste de Alcañices [reserva espanhola pouco menos desprezada por Madrid], foram há uns anos atrás, sem para tal serem ouvidas e contra-vontade, integradas no Parque Natural de Montesinho.

Transformando-lhes o quotidiano num verdadeiro inferno porque, entre outras coisas, lhes não é sequer permitido cortar livremente a lenha de que são donos para manter o fogo que lhes aquece o corpo durante o Inverno. Que na Braganzónia é rigoroso, faz doer as unhas e gelar os rios!

Agora, cada índio tem que [muito respeitosamente] solicitar aos Senhores do Parque o especial favor de uma autorização para cortar meia dúzia de paus que mal chegam para os gatos tirarem o frio do lombo!

Melhor fora que o tal Poder os abandonasse de vez à sua sorte para livremente poderem decidir o futuro!

10 outubro, 2007

Amordaçados

"A RTP vai avaliar todas as declarações que José Rodrigues dos Santos fez nos últimos dias sobre as alegadas interferências da administração em questões editoriais da estação. No limite, o actual pivô e anterior director de informação da TV pública arrisca um processo disciplinar que, a confirmar-se, elevaria para 12 o número de processos desta natureza instaurados pelo conselho de administração [CA] da RTP só este ano — um número recorde face à média de três a quatro processos anuais e que é também o mais elevado dos últimos 15 anos."

in ' Público '

"A administração da RTP anunciou hoje que vai 'iniciar procedimentos legais' contra o jornalista José Rodrigues dos Santos na sequência das acusações deste sobre alegadas ingerências do conselho de administração em matéria editorial.
A edição on-line do Expresso avançou que José Rodrigues dos Santos foi 'suspenso de funções e que será alvo de um processo disciplinar que visa o despedimento'. "


in ' TSF Online '



Disse-o ontem, repito-o hoje. Merda de país este, em que o Povo já pouco mais tem do que a liberdade de estar calado! Merda de país este, em que já nem o jornalista, quando incómodo, está a salvo da mordaça imposta pela máquina de propaganda socialista!

Fascista, melhor dizendo! À boa maneira da China onde, pelo que tem mostrado, o governo cor-de-rosa sempre foi aprender qualquer coisa. O que não devia, talvez!

Merda de país este!...


09 outubro, 2007

Regresso ao Passado

"O Sindicato de Professores da Região Centro considera 'intimidatória' a visita de agentes da PSP a pedir informações sobre os protestos a realizar, terça-feira, na visita do primeiro-ministro à Covilhã. O ministro da Administração Interna já anunciou que pediu um processo de averiguações a esta situação.

José Sócrates é esperado às 15:00 na Escola Secundária Frei Heitor Pinto, onde estudou, numa acção organizada no âmbito da iniciativa 'Regresso à Escola', da responsabilidade da Comissão Europeia."


in ' TSF Online '



Tal como no tempo da ditadura, de novo a Polícia, à boa maneira da antiga PIDE, entra sem licença, ameaça, vasculha e pilha o que entende. Tudo a bem da Nação, na suposta defesa da imagem e do 'bom' nome do senhor primeiro-ministro. Teima este em ignorar que os tempos mudaram. E em não querer ouvir, porque parece que lhe custa, quem o critica!

Esquecendo que só porque os tempos mudaram, é que autênticos bandos de incompetentes, aldrabões e vigaristas, como ele [não] demonstrou na questão da sua licenciatura em Engenharia, conseguem chegar ao Poder. Coisa que antes, Salazar, com todos os seus defeitos, dele e do regime, não deixava.

Voltámos de novo à mordaça, nesta merda de país em que o Povo já pouco mais tem do que a liberdade... de estar calado! E, pelos vistos, confunde-se 'Regresso à Escola' com 'Regresso ao Passado'! Por enquanto...


02 outubro, 2007

Ajudem-me!



Ai, valha-me Deus! Que por mais voltas que lhe dê, não consigo entender nada disto! Por favor alguém, nem que seja [não me admirava nada que fosse dele a obra] o Zé Sócrates no seu Inglês Técnico, alguém me explique esta... 'engenheiria'!...

28 setembro, 2007

Conselhos

"Entre os trabalhadores da União Europeia os portugueses são dos que estão mais descontentes com o ordenado que recebem. Um inquérito europeu sobre condições de trabalho, mostra que 72 por cento dos portugueses acham que ganham mal.

O director da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Trabalho dá um conselho ao Governo português: "Aumentem os ordenados. Para que as pessoas se sintam felizes e aumentem a produtividade, os ordenados têm de ser aumentados".


in ' TSF Online '



Claro que o Zé Sócrates vai dizer que isto é uma grande mentira, e que o inquérito até nem merece credibilidade por não ter sido 'sujeito, dentro do prazo previsto por lei, a um controlo por um juiz de direito', tal e qual como no caso das escutas telefónicas relacionadas com o seu mal explicado diploma de engenheiro!...

Deixasse-se ele de merdas e fosse dando ouvidos aos conselhos que lhe dão...


27 setembro, 2007

Bida de Probe

"Tiu Zé Mielgo rapou-las buonas, mas nun fúran oureilhas de cochino! Bida de probe, so anda palantre quando un antropeça!

Houbo un anho, pul fin de berano, cun las jeiricas de la cortiça que le habien sobrado a calcéren-le ls bolsos, arresolbiu-se a ir a la feira de Palaçuolo, a mercar uas cholas, que l filho de sou pai tamien habie de ser home de strenar uas cholas, pa andar çcalço bien chegában ls anhos malos!

Ah rapazes! Mirai an la feira i cun dues crouas ne l bolso! Metiu posta an la tie de Malhadas i todo, quartilho cun este, quartilho cun aquel, pul zmontar de la feira tiu Zé Mielgo tenie ua peleira dous palmos más grande do que el.

Mas yá tenie mercado las sues cholicas nuobas i inda meio quarteiron de sardinas, que tiu Zé Mielgo, podendo, nun le perdonaba a ua sardina bien assadica.

Cholicas nuobas al ombro, las sardinas, a la falta de melhor, ne l bolso de las calças, zbirou pa casa de cumpanha cun tiu Bergílio Xordo, bezino, i que le habie ajudado a la missa an las dues ou trés derradeiras capielhas.

Campantes, tiu Zé a cantar l fado, Bergílio quaije sin poder arrastrar la carroça que tenie, bai quando nó, tiu Zé antropeça e speta cun un pie ancontra un rebolo que se habie sbarrulhado de ua daqueilhas paredes. Mirou pa la unha de l dedo grande a sangrar i confessou-le al outro:

— Carai, ah Bergílio, buona jeira se tengo calçado las mies cholicas nuobas! Habie de tener quedado guapa!!

You nun bos dezie que yera bida de probe!"


Excerto do Conto 'Ls Oulhicos Tristes', por Alfredo Cameirão



Contava meu pai que em França, aldeia que foi dele e que agora se vê integrada à força no Parque Natural de Montesinho, havia um par de botas 'comunitário' que era proporcionado àquele que fosse escolhido para ir à feira de Bragança com a incumbência de fazer algumas compras para a vizinhança. Calcorreando caminhos, claro, que carros e estradas eram coisas de outros mundos!

Duravam anos a fio, que com medo de as estragar e ter de pagar do bolso o conserto, as botas viajavam sempre penduradas no pescoço, sendo calçadas apenas à entrada da cidade, e descalçadas logo à saída!

Outras vidas... De pobres renegados pelo tal Poder...


25 setembro, 2007

O Circo

Nenhuma das intercepções telefónicas feitas pela Polícia Judiciária, a partir do telemóvel de Luís Arouca, antigo reitor da Universidade Independente, em que são mantidas conversas com José Sócrates e com o ex-professor deste, António José Morais, foi transcrita para os autos do inquérito judicial feito à conclusão da licenciatura do primeiro-ministro, e arquivado em Julho pelo Ministério Público.

Uma juíza do Tribunal de Instrução Criminal [TIC] de Lisboa negou a sua validação e, consequentemente, ordenou a destruição das gravações, alegando que estas não haviam sido sujeitas, dentro do prazo previsto por lei, a um controlo por um juiz de direito.

O teor da maioria dos contactos, apurou o 'Público', são conversas entre José Sócrates e Luís Arouca sobre as respostas a dar ao 'Público', na sequência da investigação que este jornal estava a fazer; mas também entre Luís Arouca e António José Morais, que deu quatro das cinco cadeiras com que o primeiro-ministro concluiu o curso na Independente.

António José Morais pertencera ao gabinete de Armando Vara, quando este fez parte do Governo de António Guterres, e foi director-geral do Gabinete de Infra-estruturas e Equipamentos do MAI, já durante o actual Governo PS. Apesar de sempre ter negado ter uma relação pessoal com José Sócrates, este militante do PS trata o primeiro-ministro por "Zé".


in ' Público '



Mas que conveniente!... Para a Dona Marionet... perdão, Cândida, a zelosa juíza do TIC, pode desde já prever-se uma carreira fantástica no Circo em que está transformada a Justiça deste país. Enquanto o "Zé" esfrega [cândidamente] um olho!

Cambada de palhaços!...


19 setembro, 2007

Quase...

"Dois estudos que a Deco realizou em Fevereiro em 40 salas de 20 escolas de todo o país, e cujos resultados foram hoje divulgados, revelaram que quatro em cada cinco têm temperaturas baixas e excesso de humidade no ar. Os estudos concluem que muitas escolas portuguesas são frias, húmidas e com ar interior de má qualidade, os edifícios estão degradados e não têm ventilação adequada.

Os dois estudos da Deco, publicados nas revistas “Pro Teste” e “Teste Saúde”, revelam ainda que 80 por cento das amostras analisadas denunciam renovação insuficiente do ar e dois terços das salas acusaram valores de humidade superiores ao aconselhável, um problema que pode favorecer o desenvolvimento de fungos e bactérias."


in ' Público '



Assim se pode concluir que estaremos 'quase', lamentavelmente, como há quarenta anos atrás, no tempo da maldita ditadura!

Na Escola Primária que frequentei, no início dos anos 60, havia uma lareira ao fundo da sala de aula. Em quatro anos, talvez porque nunca a houvera experimentado, apenas uma vez a professora a acendeu. Num dia em que nos 'pediu' para todas levarmos um pouco de lenha de nossas casas. Num dia, o único em quatro anos, em que não foi um elemento meramente decorativo.

Ainda hoje me sabe bem aquele fogo. Porque nessa época, na Braganzónia, o Inverno e as nevadas eram de respeito. Mas, pelo menos, não chovia dentro da sala! E a Escola tinha recreio! Daí estarmos 'quase'...


18 setembro, 2007

Tão Pequeninos...

"O Comando da Brigada Fiscal negou qualquer atitude persecutória contra espanhóis que trabalham em Portugal na sequência das multas aplicadas a veículos com matrícula espanhola por esta brigada da GNR.

O presidente da Associação de Profissionais de Saúde Espanhóis em Portugal denunciou, esta segunda-feira, em declarações à TSF, as multas aplicadas por esta brigada da GNR, multas que considerou serem uma «perseguição e uma injustiça».

«É uma lei que acho que é discriminatória e injusta e que não sei se atenta contra o direito europeu e inclusivamente direitos fundamentais das pessoas de circularem livremente pelos países da União Europeia, bem como o conceito transfronteiriço, ou seja, morar num país e poder passar a fronteira para poder trabalhar», afirmou Xóan Gómez."


in ' TSF-Online '



Cambada de alorpados, que ainda não percebeu o significado de estar na Europa! E que ainda não se convenceu, daí este estúpido 'mostrar de serviço', qual canto do cisne, de que a BF vai mesmo ser extinta! Gostem ou não!

Pobres, burros, e tão 'pequeninos' que somos em tudo! Sempre quero ver se a polícia espanhola lhes segue o exemplo e começa a multar os milhares de portugueses das zonas raianas que usam diariamente o seu carro para ir trabalhar em Espanha!...


10 setembro, 2007

O Mistério

Para memória futura, e em face do inegável interesse histórico de vários documentos que nos dão conta das peripécias que antecederam a concessão da Bula "Imacculata Porcina", cuja data hoje se comemora na Braganzónia, e que a minha querida amiga e conterrânea 'MPS' conseguiu ter pachorra para traduzir do original em 'Brègancês', aqui se torna público um breve resumo dos acontecimentos mais relevantes aí relatados...

[Que alguns historiadores situam na época das questiúnculas havidas entre um tal Afonso Henriques e o papa Alexandre III. O que é uma redonda mentira, como todos sabemos! Até porque o mouro Cavaco, referido nos cronicões, só muito mais tarde haveria de ser parido nos Allgarves...]



As Histórias narradas nos cronicões achados na cisterna da Domus Municipalis e que a Porca da Vila cispou da mão larápia que se preparava para lhes dar sumiço contam-nos o processo da obtenção da bula que ora nos foi apresentada.

Diz-se, então, que há já muito tempo porfiava a rainha para que o papa lhe nomeasse bispos, ao que este se escusava e, ao contrário, enviava admoestações. Um dia, após mais uma peleja contra os mouros do Sul, a rainha deu de caras com Roberto Leal e perguntou-lhe:

— "Tu sabes rezar missa?"

— "Sei!"

— "Então meu bispo serás!"

A notícia deste feito chegou breve a Roma e o papa, envenenado pelas vozes dos inimigos da Braganzónia, enviou ao reino um bispo seu emissário, juntamente com um seu sobrinho, a fim de mostrar à rainha que devia submeter-se.

Quando o bispo e o sobrinho do papa chegaram a Quintanilha, disso foi dada notícia à rainha que foi dizendo:

— "Mulher não serei eu se lhe não cortar a mão que me estender para lha beijar!"

Tais palavras soube-as o bispo que se encheu de medo e já queria fugir, mas a rainha mandou que o buscassem, e também ao sobrinho do papa. Na torre de menagem do castelo da Braganzónia, a rainha mandou que todos saíssem e ficou-se a sós com o bispo que se mostrava possuído de grande temor. Aos poucos, a rainha foi-se despindo, deixando que o seu corpo nu mostrasse todos as cicatrizes das pelejas que travara contra a moirama. E ia dizendo enquanto apontava:

— "Estás a ver esta? Ganhei-a na guerra contra o mouro Cavaco para lhe arrancar o IP4!

E assim continuou por muito tempo, pois as marcas que tinha eram em grande quantidade. E terminou dizendo:

— "Depois de ceares e dormires partirás para contar ao senhor papa como eu sou boa cristã e que não há povo mais fiel do que o da Braganzónia!"

O bispo ceou e deitou-se, mas não dormiu. Ainda a noite não terminara, excomungou a terra e deu à sola, ele e o sobrinho do papa.

Assim que soube disto, a rainha ficou enraivecida e foi no encalço dos fugitivos. Foi achá-los em Rebordaínhos, acoitados atrás da Torre Queimada. A sua vontade era matá-los logo ali, mas a razão ditou-lhe outro procedimento e disse assim contra o bispo:

— "Tu, bispo, vais para Roma dar o meu recado ao papa. Diz-lhe, também, que guardo comigo o seu sobrinho. Ele que me mande a bula no prazo de quinze dias. Se o não fizer, cá darei sepultura ao rapaz!"


Tradução de ' MPS '

07 setembro, 2007

Manulico



Manulico unhia las bacas, fado de quaije to ls dies, an casa de senhor Anible. Eilhi criado zde garotico, a bien dezir yera agora el, rapaç de ls sous zasseis anhos, quien çpachaba l cerbiço de l casal más fuorte de l pobo. Senhor Anible, l’amo, yá quantá que habie angulhido un garfo i agora nun podie drobar la spina, cuitado. Pa mandar staba alhá el, pa l trabalho, Manulico.

Manulico i Dalfina, la criadica de senhora Oulália, que se habie criado an casa de senhor Anible al miesmo tiempo que Manulico, quaije cumo se fússen melgos. Mas Manulico nun miraba pa Dalfina cumo par’ua armana!

Manulico acabou de unhir las bacas i ancarou cun Dalfina, a stender la roupa lhabada an la yerba de la cortinha. Quedou-se einougado, a mirar pa ls ancantos de la mocica. Spertou-lo senhor Anible cun ua lhostra ne l cachaço.

— "Anton home, tu par’onde miras cun esses uolhos de cochino!? Mira que aqueilhas berças nun son pa ls tous dientes! Tu arrepara bien ne l que te digo! Neste casal solo hai trés bichos de cubriçon: ye l bui, ye l galho i sou you, tu nun oubes?!"

A la salida de la missa, senhor Anible antre ls maiorales de l pobo a treminar pa íren a caminos, arruma-se Manulico a eilhes:

— "Ah senhor miu amo, bós çculpai, mas la Cabanha saliu touronda i nun pára an la corte. L bui quedou a drumir ne l cerrado de Bal Trabiesso. Agora cumo fago?... Boto-le l galho ou benis bós?!"...


Excerto do Conto 'De ls Bichos de Cubriçon', por Alfredo Cameirão


'Cabanha' era uma das vacas, e 'touronda' quer dizer [se não adivinharam ainda] que estava com o cio. O resto é fácil...

05 setembro, 2007

Governo a Pilhas



"Em apenas um ano, Portugal subiu 41 lugares na classificação dos países com melhores práticas de governo electrónico. Na lista de 198 Estados, esta terça-feira divulgada pela Universidade de Brown, Portugal é o sétimo país do mundo e o segundo da Europa apenas atrás do Reino Unido."

in ' TSF-Online '


Que se lixem os salários miseráveis que nos pagam. Que se lixe o desemprego galopante que nos ameaça. Que se lixe o Povo obrigado a emigrar para o país dos outros. Que se lixem as Escolas que nos fecham todos os dias. Que se lixem os impostos absurdos que nos obrigam a pagar. Que se lixe a Saúde que tiram aos pobres para dar aos ricos. Que se lixe a Justiça que oprime os fracos e favorece os poderosos. Que se lixem os lucros exorbitantes dos 'compadres' de Bilderberg. Que se lixem as promessas que o Governo não cumpre. Que se lixem as OTA's e os TGV's. Que se lixe o imenso buraco que são as contas do Estado. Que se lixe a cada vez maior desigualdade entre classes sociais...

Eu gosto é de um país assim... De merda, mas entre os primeiros! Mesmo com um Governo a pilhas...


30 agosto, 2007

"Imacculata Porcina"


Corria o ano de 2006, e o mês era Agosto. Prestes a terminar. Enquanto grande parte do POVO deste país preguiçava ainda na areia quente das praias, completamente alheio ao que se passava para lá do espaço ocupado pela sua própria toalha, outros assistiam, atentamente, ao nascimento de um novo e [pouco] promissor território. A Braganzónia.

A Reserva de Índios do extremo mais remoto e esquecido do Nordeste Transmontano, que o Poder político deste país de merda escorraça propositadamente desde há séculos, proporcionando hoje ao turista de pé-descalço da Europa uma imagem pardacenta e degradante do 'Indígena Transmontano'. Ou do 'Parolo Lusitano'. Como se queira.

Atento, como costuma ser, o Cardeal 'Arrebenta' tratou, logo nos primeiros dias do mês seguinte, de interceder junto do Papa Benedito XVI para o rápido reconhecimento do novo Estado, fazendo publicar a Bula "Imacculata Porcina", sem o que a Braganzónia jamais seria aquilo que cada vez mais está destinada a ser. A região mais atrasada da Europa.

Coisa que, parecendo fácil, é apenas possível graças à força e à determinação das tribos indígenas que recusam, salvo raras e desonrosas excepções, fugir para Espanha à procura de uma vida digna e decente, como alternativa à luta primária pela simples sobrevivência que, na Reserva, têm tão certa como o destino.

Na passagem deste primeiro ano do 'Braganzónia', devo agradecer a todos [anónimos incluídos] os que por aqui passaram e por cá perderam o seu tempo a ler e a comentar as muitas asneiras que o teclado teima por vezes em escrever contra a minha vontade.

Para eles, o meu muito obrigada.

Para o 'Arrebenta', meu 'padrinho' destas andanças, um Xi muito especial.

Para as 'sinettes', e para as amigas e amigos mais próximos que aqui fui fazendo ao longo deste ano, que não enumero, porque são os autores dos Blogs 'linkados', e porque posso esquecer alguém,

Um Grande Xi da Porca


29 agosto, 2007

Oxalá


"Muitos portugueses, pequenos proprietários de pequenos negócios, ter-se--ão imaginado na pele do agricultor de Silves e gostariam certamente de ouvir outro tipo de discurso por parte do ministro da Administração Interna.

Os Estados fracos caracterizam-se por excesso de autoritarismo e escassez de autoridade: autoritarismo ou arrogância na retórica dos debates políticos, mas défice de autoridade na defesa da lei e dos cidadãos.

Um Governo investido de todos os poderes constitucionais e suportado por uma maioria absoluta tem todas as condições para assumir o exercício responsável da autoridade. Sem demagogia e sem concessões que minam a confiança das populações e das próprias forças policiais.

De outro modo, ficamos com um Estado valentão: enche o peito quando é fácil, assobia para o ar quando convém."




Faz lembrar a história do sapo. Pode ser que de tão inchado lhe aconteça o mesmo...

26 agosto, 2007

Humidade


Hoje, na Reserva [13:50], o Verão estava assim... um pouco húmido!

Porcaria de Verão


O Benfica despediu o treinador... A investigação do caso da miúda inglesa desaparecida no Algarve continua como no primeiro dia... O gajo que manda no Benfica não é capaz de entender o Nuno Gomes... O furacão 'Dean' continua a estragar as férias a uma data de veraneantes lusos... Ainda não foi desta que o Benfica foi parar às mãos do tal 'Joe'... Os incêndios já não são como antigamente... O Benfica já arranjou novo treinador... A Somague financiou de forma ilegal o PSD... O Benfica este ano vai ter uma equipa do caraças... O Zé Sócrates está de férias... Os tribunais também... Ah! E o novo treinador do Benfica é Espanhol!...

Isto é quase só o que os noticiários das TVs nos dão diariamente neste final de Agosto. Porcaria de TVs... Porcaria de jornalismo... Porcaria de Verão...


14 agosto, 2007

A Norte de Montesinho


"O poder de compra em Portugal é 20 por cento inferior ao registado no conjunto da média europeia a 15, enquanto os salários dos portugueses são 40 por cento inferiores aos da média comunitária. A conclusão é da OCDE."

in ' TSF-Online '


Parece que o remédio vai ser mesmo levantar o acampamento e mudá-lo para... meia dúzia de quilómetros para Norte de Montesinho! E assim deixar para trás, sem grandes saudades, este país de merda...

12 agosto, 2007

O Descapotável


O recente desaparecimento de Antonioni, mais do que qualquer outra coisa, trouxe-me à memória a influência que 'Blow-Up' teve na minha adolescência.


Andaria eu pelos quinze anos quando o filme passou em Portugal, e os objectivos da minha vida eram então coisa para pouca preocupação.


Com ele comecei a apurar o gosto musical e o sentido estético, e a gostar de Jazz e Fotografia, de Nikon e Hasselblad, de Herbie Hancock e Jimmy Smith, e do fantástico som do Hammond B-3. E claro, de Rolls-Royce descapotáveis.


E os objectivos começaram a definir-se rapidamente. Hoje, passados estes anos e com grande pena minha, há um que não consegui ainda concretizar. O descapotável...

04 agosto, 2007

Copiões!


"Las primeras ayudas a los afectados por los incendios de los últimos días en las Islas Canarias llegan hoy a los vecinos más perjudicados por las llamas.

Las ayudas aprobadas por el Gobierno central y el de Canarias comenzarán a llegar a los afectados entre hoy y el lunes. El Gobierno canario anunció ayer su decisión de asumir el coste del alquiler de las viviendas de los afectados que no puedan regresar a sus casas.

El Consejo de Ministros aprobó este viernes un Real-Decreto Ley que 'no establece ninguna limitación de créditos' para paliar los daños ocasionados por los incendios registrados en las islas."


in ' El Pais '


Mas... isto é rigorosamente o que cá se faz!...

Mania esta que os Espanhóis têm de copiar os Portugueses!...


02 agosto, 2007

L Tiu Zé Mielgo


"Tiu Zé Mielgo yera un home pequeinho i seco cumo un galho de carrasco. Ambaixo l chapeu siempre aparchacado, la cara zenhada a furmon i grabada a cinzel, más angurriada que las notas de binte malreis que sacaba de l bolso de las calças, anrebulhadas ne l lhenço, cumo benidas de l culo de ua pita.

Tiu Zé Mielgo nun le guardaba cabras a naide! Cumo nun le deixában tener parte an la partida de l chincalhon çocial i solo serbie pa cuntar ls tentos, an pagas tenie dreito a alguns zmandos. De lhéngua, que nin el tenie felpas pa zmandos doutra culidade. Yera, pintiparado, cumo l tonto de ls quelóquios: nun fazie parte de la quemédia, mas tamien andaba pulhi, i inda bie el más cun un uolho cerrado que ls outros cun ls dous bien abiertos!

Diç que quando einougurórun la letecidade houbo farra fuorte. Benezidura, çcursos de ls maiorales, foguetes, antremoços i bino a la ringalheira. Yá cun ls olhicos pequeinhos, tiu Zé Mielgo arruma-se als angorbatados i çpega-le al más pimpon sin abiso: 'Anton bós ye que sodes l Persidente de la Cámara?! Pus olhai que stais bien fraquito pa l’amportáncia que teneis! Stá la buossa tie más bien tratada!... Ten uns quartos!!'... i acrecentou un cachico mais baixo, a modos a que solo le oubíssen ls de l pobo 'i uas tetas… parécen dous barrenhones!!"


Excerto do Conto "Ls Barrenhones", por Alfredo Cameirão


Hoje, porque começaram as férias, e porque não me apetece puxar orelhas de políticos, fico-me por esta apresentação do tio Zé 'Mielgo', de quem havemos ainda de ouvir falar mais vezes. O conto pode [e deve] ser lido AQUI.

E quem não souber o que são 'barrenhones', faça o favor de visitar e consultar os 'blogs' Mirandeses que por aí estão, alguns deles 'linkados' aqui ao lado. Eles merecem!


31 julho, 2007

Bandalhos


"Projecto parado três anos devido a queixa apresentada por ambientalistas...

...reinício das obras na barragem de Odelouca, retomadas em Fevereiro depois de terem estado bloqueadas durante três anos, na sequência de uma queixa da Liga para a Protecção da Natureza [LPN].

As obras para a construção da barragem, situada entre Silves e Monchique e que deverá estar operacional em 2010, estiveram suspensas durante cerca de três anos, mas o processo foi desbloqueado no início do ano."


in ' Público '


Um atraso de três anos, nesta, como em qualquer obra de interesse público, equivale a prejuízos significativos e irrecuperáveis. Sociais e económicos. A suportar, como sempre, pelos contribuintes que somos [quase] todos nós!

Não seria tempo de o Estado começar a pensar seriamente em pôr esta gente a responder em Tribunal [e a pagar] pelos danos causados?

Serviria pelo menos de aviso à cambada pseudo-ambientalista que pulula neste país, que alorpada e gratuitamente vai encravando tudo o que é projecto estruturante e de interesse para as populações do interior.

Desde estradas a barragens, estes bandalhos estão sempre contra. Sistematicamente contra. Sem saberem muito bem, a maior parte das vezes, justificar a posição que tomam, e sem apresentarem nunca alternativas coerentes.

Cambada de inúteis!...


Retratos