"A Força Aérea deu ontem por terminadas as buscas para encontrar o piloto do avião que se despenhou no domingo, ao largo do Cabo da Roca, após quatro dias em que nada foi encontrado."
in ' Correio da Manhã '

A Força Aérea abandona as buscas sem saber ao certo onde caiu o avião do nosso Luís. Não sabe, talvez nem queira saber, mas podia [e devia] sabê-lo desde a primeira hora, bastando para isso que os dois aviões F-16 que o acompanharam ainda durante algum tempo tivessem levantado voo com os depósitos de combustível devidamente abastecidos, como seria de esperar na situação de prevenção em que se encontram de forma permanente, podendo assim cumprir com eficácia as missões que lhes estão atribuídas. Como esta, em que poderiam [e deveriam] ter feito o acompanhamento do avião até final, de maneira a confirmar e registar o local exacto da sua queda, ao contrário de terem sido obrigados a voltar para trás por falta de combustível. Justificação que, devo dizê-lo, não tem convencido muito cá pela Reserva...
Mais uma vez, e lembro o episódio recente da negação de auxílio àquele barco encalhado a cinquenta metros da costa, a Força Aérea não cumpriu o seu dever. Desta vez, dizem, por falta de combustível. Coisa, para além de pouco credível, inadmissível num tempo em que o abastecimento destas aeronaves pode até ser feito em pleno voo. Como é inadmissível que o Estado [o contribuinte] esteja a esbanjar rios de dinheiro com a aquisição de meios sofisticados para equipar as Forças Armadas e que afinal, pelo que se vai vendo, estes para pouco ou nada mais sirvam do que para alguém encher de vez em quando a boca dizendo que 'também temos', e que ninguém seja nunca responsabilizado por erros graves como este.
Como inadmissível é também, que ontem ao fim da tarde a Braganzónia tenha sido sobrevoada por dois aviões militares, não sei se F-16 ou não, sem que haja conhecimento de qualquer motivo que o justificasse. Porque para estas passeatas que não servem para nada nem a ninguém, parece nunca ter havido problemas de abastecimento. Porque sou levada a pensar o que seria se em vez do avião do Luís, o episódio se tivesse passado com um 'Airbus' qualquer com trezentas ou quatrocentas pessoas a bordo. E imagino a cara de parvos com que não estariam agora os responsáveis militares pela logística destas coisas... Ou outras bem piores, que por aqui há já muito quem pense se o avião não terá sido abatido pelos F-16... Merda de país!
Mais uma vez, e lembro o episódio recente da negação de auxílio àquele barco encalhado a cinquenta metros da costa, a Força Aérea não cumpriu o seu dever. Desta vez, dizem, por falta de combustível. Coisa, para além de pouco credível, inadmissível num tempo em que o abastecimento destas aeronaves pode até ser feito em pleno voo. Como é inadmissível que o Estado [o contribuinte] esteja a esbanjar rios de dinheiro com a aquisição de meios sofisticados para equipar as Forças Armadas e que afinal, pelo que se vai vendo, estes para pouco ou nada mais sirvam do que para alguém encher de vez em quando a boca dizendo que 'também temos', e que ninguém seja nunca responsabilizado por erros graves como este.
Como inadmissível é também, que ontem ao fim da tarde a Braganzónia tenha sido sobrevoada por dois aviões militares, não sei se F-16 ou não, sem que haja conhecimento de qualquer motivo que o justificasse. Porque para estas passeatas que não servem para nada nem a ninguém, parece nunca ter havido problemas de abastecimento. Porque sou levada a pensar o que seria se em vez do avião do Luís, o episódio se tivesse passado com um 'Airbus' qualquer com trezentas ou quatrocentas pessoas a bordo. E imagino a cara de parvos com que não estariam agora os responsáveis militares pela logística destas coisas... Ou outras bem piores, que por aqui há já muito quem pense se o avião não terá sido abatido pelos F-16... Merda de país!

